O temporal que atingiu as regiões de Santa Teresinha e Artemis, em Piracicaba, na tarde de 10 de outubro de 2025, foi o segundo mais intenso a atingir a cidade desde o início dos registros de velocidade do vento, nos anos 1950. O fenômeno desta vez foi um microburst úmido.
O evento começou no distrito do Artemis e percorreu o Itaperu, Parque Piracicaba, Santa Teresinha e Vila Sônia, perdendo força apenas ao alcançar o distrito industrial Uninorte. Segundo análises, os ventos chegaram a 150 km/h em alguns pontos, provocando destelhamentos quase totais, queda de árvores e postes, vidraças estouradas e até paredes de alvenaria derrubadas. Na SP-127, um caminhão tombou após colidir com outra carreta no bairro Santa Rosa; o motorista sofreu ferimentos leves.
Pesquisadores apontam que o temporal de sexta-feira foi mais severo que os ocorridos em 27 de setembro de 2023 e 21 de julho de 2013, e só ficou atrás da tempestade supercelular de 29 de março de 2006, que atingiu grande parte da cidade com ventos de até 160 km/h e permanece até hoje como o maior evento já registrado em Piracicaba.
O ano de 2025 tem apresentado um padrão de instabilidade atmosférica incomum, com várias supercélulas, vendavais intensos e até um tornado, tudo isso até junho, comportamento comparável apenas ao observado em 2005. Até março, o alto CAPE foi o fator determinante.
Essas instabilidades se estenderam até mesmo para a estação seca, especialmente junho, que começou com tempestades de granizo em diversas áreas do estado e terminou com uma supercélula em Piracicaba no dia 27. Desde o final de julho, as frentes frias estão mais agressivas e combinadas com cisalhamento vertical frequentemente favorável e CAPE relativamente alto para a época do ano, o que tem contribuído para a severidade das tormentas.
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