Previsões preliminares indicam temporada de tempestades de 2025-2026 potencialmente ativa em tempo severo em Piracicaba

Piracicaba se prepara para a temporada de chuvas de 2025-2026, que vai de setembro de 2025 a abril de 2026, com expectativa de elevada atividade em termos de tempo severo. As análises preliminares indicam que, assim como nas temporadas de 2023-2024 e 2024-2025, é possível esperar maior intensidade nos episódios de tempo severo no período de transição entre as estações seca e chuvosa, isto é, entre o final de agosto e o mês de novembro.

O encerramento da estação seca de 2025, que apresentou períodos longos de estiagem, deve vir acompanhado de ondas de calor entre o final de agosto e setembro e uma quantidade relativamente alta de energia potencial acumulada na troposfera. Esse acúmulo de calor e energia previsto para as próximas semanas é resultado da falta de chuvas em agosto, o que deve favorecer o retorno intenso das tempestades nos primeiros meses da temporada, repetindo o comportamento observado em 2024. 

Embora agosto tenha sido um mês frio até o momento, com mínimas alcançando até 1,3°C, alguns modelos numéricos, como o ECMWF e o GFS, preveem a entrada de uma frente quente com posterior onda de calor no interior paulista a partir da próxima terça-feira (19). Essa onda de calor deve ocasionar temperaturas máximas de até 38°C em Piracicaba a partir do dia 21 de agosto, impulsionadas pelo ar seco gerado a partir da ausência de chuvas significativas desde o início de junho.

Há um certo receio de que a temporada de chuvas de 2025-2026 seja severa, considerando que 2025 já se apresenta como um ano anormalmente ativo em termos de tempo severo. O principal fenômeno esperado para essa estação é o granizo, seguido por estruturas supercelulares esporádicas e possíveis episódios de rajadas de vento iguais ou superiores a 72 km/h.

Algumas observações históricas indicam que temporadas terminadas em "5" e "6", como 1995-1996, 2005-2006 e 2015-2016, costumam registrar maior atividade em tempo severo, embora esse padrão não tenha comprovação científica.

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